Férias na Paraíba: dicas de Camilla Joels

Dessa vez as dicas são de uma grande amiga que fez uma super viagem em 2013 pra um destino não muito tradicional. A Camilla, além de viajante, roteirista e comunicadora, tem o blog Clube da Bolinha por Luluzinhas, escrito por 4 meninas apaixonadas por futebol. Vale muito a pena dar uma conferida. Agora vamos às preciosas dicas das férias na Paraíba*.

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Litoral da Paraíba
Inicialmente o plano era aproveitar as dicas da Ju e ir para Alagoas e depois Carneiros. Pesquisando, percebi que as pousadas as quais gostaria de ir estavam com preços altos, mesmo não sendo verão. Já os lugares mais em conta não me pareceram tão estimulantes… foi aí que recebi um desses emails com promoções de hotéis e me chamou a atenção uma pousada na Costa de Conde, na Paraíba.
Nunca tinha ouvido falar na região, mas o preço estava bem interessante e comecei a pesquisar. Descobri que a Paraíba é bem mais em conta do que outros estados do Nordeste, mas não menos interessante. Além disso, há bem pouca informação disponível na internet, então decidi após a viagem escrever esse post pra ajudar ao próximo que resolver se aventurar por lá!
Começando com dicas gerais: nesta época do ano (fomos agora em setembro) as águas não são verdes ou azuis cristalinas. Como ainda chove (o que pode acabar com seu planejamento), a cor da água é turva. Em alguns locais (especialmente onde há encontro com rios, mas não só), chega a ser marrom. Não é sujo, apenas não é aquele visual caribenho, que ocorre por lá no verão. No verão não chove e dizem que venta bem menos, mas viajamos quando pudemos e a contrapartida são preços mais em conta e praias mais desertas! Pra mim vale muito a pena, mas cada um que avalie e planeje suas férias ideais. 
Uma vez na Paraíba você vai acabar adaptando seus horários: às seis da manhã o sol equivale ao de 10h aqui em SP ou no Rio. A noite por lá não é das mais agitadas (não procurei muito, mas pelo que me informei é isso mesmo), então a boa é aproveitar o dia!
Depois de ter passado uma semana por lá e aprendido um pouco mais sobre o estado, pretendo voltar em breve e explorar também as demais regiões: agreste, Curimataú, Brejo e Sertão. Outra idéia legal quando tiver um tempo mais longo para viajar é fazer uma viagem de carro começando em Natal (185 km de Jampa) e subindo até Recife (120 km) ou além! Essas duas capitais são super perto de João Pessoa, bem como Pipa e outras cidades cheias de atrativos. É pegar um mapa e traçar o percurso passando pelas atrações que mais te agradam e ser feliz!
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Segue agora nossa viagem propriamente dita, com dicas e comentários:
 
DIA 1 
Pegamos um vôo SP-BSB-JPA (existem vôos diretos) e chegamos lá antes das duas da tarde. Como saíramos de casa muito cedo estávamos morrendo de fome, então fomos a um restaurante a kilo pertinho do hotel. Antes disso, pegamos no próprio aeroporto (mediante uma taxa extra de R$ 20,00) o carro que alugamos da LOCARROS, com o David (pronuncia-se Deividi). O preço foi ótimo e o atendimento também! Recomendo. O telefone dele é (83)9630-3030. 
Ele foi conosco até o hotel e deu dicas sobre as estradas, passeios e como se virar na Paraíba. Pedir informação por lá pode ser super confuso. Tenho impressão que as pessoas querem te ajudar, mas as vezes acabam atrapalhando e há locais onde a sinalização não é boa e o GPS está desatualizado! Mas você sempre se acha no final…
Importante dizer que nos passeios e até dentro da cidade, muitas ruas não são asfaltadas
A pousada em que nos hospedamos é a Espaço Soleil. Na verdade a pousada fica em Cabedelo, ao norte de João Pessoa. A praia mais próxima (cinco minutos a pé) é Intermares, super agradável, bonita e preservada. Pra quem é do surf, é uma boa pedida. Nós não somos, e um bom passeio é caminhar na praia, seja ao norte ou ao sul! 
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Adoramos a pousada, onde o hóspede é atendido pelos próprios donos, Carol e Cedric.  Quarto de bom gosto e limpo. O café da manhã é incrível (Cedric é um chef francês de mão cheia) e os dois são super solícitos, gentis e bons de papo. O preço é ótimo e a localização é muito boa, mas, claro, sem luxos ou vista pro mar. Algumas pessoas nos disseram que ficava longe do Centro de João Pessoa (e isso é verdade) e por isso não era uma boa opção, mas eu discordo. Além da praia de Intermares ser ótima, é pertíssimo da Areia Vermelha, da Praia de Jacaré (dois programas obrigatórios!) e das praias do litoral norte, se você tiver tempo para explorar. Outras atrações próximas, mas que não visitamos (viu como preciso voltar?) são a Ilha da Restinga, o Projeto Guajiru (de preservação das tartarugas marinhas) e a Fotaleza de Santa Catarina.
Para as demais atrações você não perde muito tempo de carro. Daria no mesmo ficar em Tambaú e se deslocar no sentido contrário para as atrações acima. Bem, dito isso, escolha um local que agrade ao seu gosto e bolso e divirta-se!
Recomendo alugar carro. Antes de ir achei que a cidade fosse menor (os mapas me enganaram…) e as praias uma colada na outra, mas você vai ver que não é tão perto. E depender de ônibus nas férias não é uma boa, pois você perde momentos em que poderia estar estirado na praia, passeando, comendo ou comprando um artesanato por aí!
Bem, depois do mergulho e passeio em Intermares, onde tomamos e comemos um coco por apenas UM REAL, fomos (a pé, mas hoje eu iria de carro pois o caminho não é dos mais agradáveis, tendo que atravessar a BR e andar na beira da estrada) para a praia do Jacaré ver o famoso pôr-do-sol, onde o Jurady do Sax toca o bolero de Ravel to-dos-os-dias! Por lá você paga um couvert artístico (pagamos três reais!) para sentar numa mesa de um dos bares com vista para a praia (que é um rio, na verdade) e tomar uma cerveja ou um suco enquanto contempla o maravilhoso espetáculo da natureza e ouve Jurandy, a bordo de uma canoa, homenagear a natureza. 
É importante dizer que lá o sol se põe cedo! Seis da tarde já é de noite, então para chegar com calma, se sentar, pedir alguma coisa, tirar fotos, etc… é legal chegar às quatro e meia. A performance do sol e do saxofonista acontece por volta de cinco horas. Atrás dos bares/restaurantes, há inúmeras lojinhas de artesanato, comidinhas e afins. Demos uma olhada nesses locais enquanto o Jurady passava por cada um dos bares tocando a ave-maria. Nada contra, mas preferi passear do que esperar por esse momento.
Depois voltamos pro hotel e fomos jantar no NAU, super indicado por várias pessoas. Não estávamos com muita fome porque mandamos ver numa carne de sol com macaxeira (para quem não sabe é o mesmo que aipim ou mandioca) lá na praia do Jacaré. O NAU é um restaurante de frutos do mar super bonito, mas eu não como crustáceos então acabei pedindo uma salada e meu marido se deu mal porque lá todos os pratos são para dividir (a princípio você pode se assustar com o preço, mas considerando que são para duas pessoas e na realidade servem até três – pelo que vi nas mesas ao lado- os valores são super em conta) e ele teve que se contentar com uma entrada: bruscheta de camarão.
Os serviços lá são um caso a parte. Eu sou um pouco chata porque amo comer fora e, morando em São Paulo, este é o programa que mais faço, sempre reparando em tudo, então achei que o serviço não estava à altura da decoração elegante do local (tipo serviram o café antes de tirar o prato sujo), mas na PB é assim mesmo! Relaxe e fique feliz por não estar na selva de pedra!
 
DIA 2  – João Pessoa
Chegamos em casa após o NAU e logo começou a chover, o que durou a madrugada inteira. No dia seguinte, o tempo nublado não inspirava um passeio praiano, então ficamos entre conhecer o Centro Histórico e o Mercado de Artesanato e visitar o projeto Peixe-Boi, em Barra de Mamanguape. Escolhemos o segundo e foi uma péssima idéia!! Não tínhamos como saber, mas o tempo nublado virou chuva e o caminho de terra (longo) virou um verdadeiro rally com risco de atolamento. Para piorar, somos especialistas em nos perder, logo, o caminho que já era longo tornou-se quase eterno e, embora tenhamos contemplado cidadezinhas super fofas, coqueirais e canaviais, uma atividade urbana teria sido mais adequada ao tempo.

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Basicamente você tem duas opções para ir a Mamanguape: pegando a BR-101 e depois a PB-025 e a PB-033, ou pegando a balsa em Cabedelo (para nós, a melhor opção, o que só descobrimos depois de ter errado o primeiro caminho) em direção à Lucena. Teoricamente no caminho visitaríamos uma aldeia dos índios Potiguara, porém, sem ter muitas informações das pessoas, da internet e com a chuva apertando, focamos em chegar no peixe-boi! 
Num dia de sol, existem ainda praias a serem exploradas nesse caminho, mas sugiro ir com um guia ou estudar bem o caminho antes de ir.
Só para resumir, com o mau tempo não conseguimos ver o bicho e voltamos (o que demorou mais de duas horas porque além da distância a chuva alagou a cidade, tornando o trânsito dentro dela um verdadeiro caos!) frustrados para Cabedelo. Sobre o local, fomos super bem recebidos pelos guias e seguranças, mas percebemos que está meio abandonado. Os animais tem seus cuidadores, mas eles não desenvolvem muita pesquisa e o foco é mesmo a visitação dos turistas. Antigamente eles ficavam em cativeiros, mas com os químicos empregados nos canaviais poluindo as águas, dois peixes-boi chegaram a morrer. Hoje eles ficam soltos numa área bem grande e você pega um barquinho (custa R$ 10,00 por pessoa) para vê-los. Somente 5% dos visitantes saem de lá sem avistar os bichos. Pois é…
Estávamos morrendo de fome e mesmo molhados rumamos direto para o restaurante Mangai, simplesmente o local indicado por TODAS as pessoas, blogs, sites e afins. Trata-se de um restaurante de comida regional (não provamos a buchada de bode) a kilo. Vale a pena para quem gosta de experimentar um pouco de cada coisa. Comemos muito bem e bastante, tomamos um suco (lá os sucos são quase sempre da polpa e no Mangai foi o melhor que tomei, quase sem água, bem saboroso), me esbaldei no bolo de macaxeira e para arrematar um cafezinho expresso (mas tem aqueles da garrafa térmica se você for das pessoas que toma isso). Depois daí voltamos pra pousada, tomamos um senhor banho e dormimos ao som da chuva, que continuava caindo sobre a cidade. 
Bem, depois, conversando com um pessoal num restaurante em Jacumã, descobri que existe a sede do projeto peixe-boi fica em Itamaracá, Pernambuco. Lá eles ficam em cativeiro então sempre é possível vê-los. Essa ilha fica a cerca de uma hora do litoral sul, portanto é a mesma distância da capital até Mamanguape.
DIA 3 – João Pessoa – Conde

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Dizem que quando chove muito em João Pessoa, é certeza do dia seguinte ser de muito sol. Dito e feito. Acordamos cedo para aproveitarmos o passeio para Areia Vermelha. Às nove horas estávamos no bar do Marcão para pegar o barco, conforme combinado entre a Carol da pousada e o povo da balsa que te leva até o banco de areia. Esse passeio só é possível na maré baixa. Usando a tábua das marés, conte duas horas antes e duas horas depois da maré mais baixa e eis aí o período em que você vai poder aproveitar o passeio.
Rapidinho a balsa chega no local e lá outras balsas oferecem mesas e guarda-sois por 10 a 15 reais, onde você pode comer e beber (um drink servido no abacaxi custa dez reais, a água de coco, 4). Ambulantes vendem lagostinha, chapéu, camarão, etc. Alugamos a mesa mais para deixar as coisas apoiadas, pois o legal é caminhar, explorar o visual, deitar e ficar mergulhado na água rasa e morninha. Passamos duas horas lá e valeu a pena!
Em Tambaú, existe o passeio de Picaozinho, onde você pega o barco para conhecer umas piscinas naturais. Atualmente este local tem o acesso controlado (que bom, antes que acabem com os corais!), então nem sempre é possível visitar: cheque no seu hotel. Esse é mais um passeio que vai ficar pra próxima!
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Na volta, fomos ao Lovina, um restaurante que me lembrou o Fishbone de Buzios, só que mais bacana na decoração. De frente pra praia com espreguiçadeiras, ele conta com banheiros limpos e chuveiros, além de um cardápio interessante, “metido a” sofisticado. O lugar é super bonito e agradável, mas recomendo apenas para curtir a praia e beber. Pedimos uma lula que estava bem caída e depois tentamos quatro opções do cardápio e nenhuma estava disponível! Peça um suco ou uma cerveja e seja feliz! Bem, espero que eles melhorem, pois é uma opção única no litoral e os preços são bons, considerando a estrutura que oferecem. Eles também tem showzinhos e festas nos fins-de-semana, se essa for a sua praia! 
Depois dali pegamos nossas malas na pousada e fomos para a ESTAÇÃO CABO BRANCO, passando antes no Mangai pra comer, já que no Lovina não rolou… 
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A Estação é um dos pontos altos da viagem! Trata-se de um centro de Ciência, Cultura e Artes, com projeto de Niemeyer inaugurado em 2008.
Com exposições permanentes e temporárias super bacanas, a visita já valeria só pelo lindo prédio, de cujo terraço tem-se uma vista privilegiada da cidade. O pôr-do-sol imprime lindas cores ao conjunto. 
De lá seguimos levinhos rumo ao litoral sul! DAté poderíamos ir até a ponta do Seixas (que é o extremo oriental das Américas, ou seja, onde o sol nasce primeiro), mas seguimos pela Avenida Panorâmico direto. Ela “vira” a PB-008 e seguindo por ali em direção à Conde rumamos para nossa pousada no litoral sul.
São cerca de 30 km apenas, então você pode se hospedar por lá e visitar a capital se preferir. Na estrada, siga as pistas em direção à Conde, até o momento em que tem um trevo indicando João Pessoa pra um lado, Conde pra outro e à sua esquerda (acho!) não tem nenhuma seta, mas você vai ver um portal desses de entrada em cidade pequena. Apesar de não estar escrito, ali é a entrada de Jacumã. Vai por lá! As praias vão se sucedendo de Jacumã a Tambaba.
Na própria PB-008, entre João Pessoa e Jacumã (e vice-versa), você vai ver alguns restaurantes de beira de estrada que são como mesas espalhadas nos jardins de casas simples. A maioria anuncia “galinha de capoeira”, bode e outras coisas. Descobri que trata-se de galinha caipira! Ouvimos falar muito bem do Bar da Cada e fomos no bar (ou restaurante, não lembro o nome) da Noêmia! A galinha estava uma delícia, e acompanha farofa de milho, macaxeira cozida (divina), arroz, feijão verde e molho a cabidela! Vale a pena pegar a estrada para conhecer.
 
LITORAL SUL 
As praias são lindas e próximas umas das outras, mas para realmente curtir e aproveitar, om ou dois dias NÃO são suficientes (como li em guias e blogs por aí). Isso porque eu pessoalmente acho que praia é pra caminhar, deitar, mergulhar, dormir, comer… ou seja, relaxar e aproveitar e não tirar uma foto e correr pra próxima! Ficamos três dias inteiros e ainda faltou conhecer coisa justamente porque respeitamos o ritmo das (nossas) férias.
Se em João Pessoa a noite não é das mais animadas, na costa de Conde você não consegue jantar após 21:30. Durante a semana, poucos restaurantes abrem e na nossa pousada a comida só era servida até as 20h. Fique esperto para não passar fome à noite!
Sobre a pousada. Ficamos na Bem-te-vi, que estava em promoção no Zarpo (a promoção que me levou a pesquisar a região). O preço estava ótimo e as instalações também pareciam ser e por isso depois de pesquisar reservamos por lá mesmo. Não houve surpresa! A pousada é de muito bom gosto, tem piscina, café da manhã gostoso e o atendimento também é feito pelos donos, Cezar e Ton. Os dois são super atenciosos, dão dicas de passeios e locais para comer. Batemos altos papos com Cezar sobre a região e saímos de lá plenamente satisfeitos! Todos os quartos tem rede na varanda. 
A Bem-te-vi não fica na beira da praia, são cerca de 15 minutos a pé ou 5 de carro para Tabatinga. Apesar de não ter aquele visual UAU quando você acorda de manhã (dá pra ver a praia, mas não ali na sua cara), fica mais fácil de acessar a estrada quando pega-se o carro para as outras praias e para o centrinho e os restaurantes, então você economiza tempo de carro sacolejando pelas ruas de terra e areia (que são péssimas mesmo). 
No café da manhã, além da mesa de frutas, pães, iogurtes, frios, etc, o Ton faz ovo mexido ou tapioca (peça a de coco com leite condensado) na hora! Dá pra segurar bem até a hora do almoço! Porém, se eu fosse mudar algo na pousada, seria incrementar essa refeição. Apesar de ser tudo gostoso, com boas opções, eu colocaria alguma coisa mais regional, substituindo os bolos branco e de chocolate por de macaxeira ou coco, por exemplo. Também ofereceria queijo coalho e requeijão (só tinha muçarela e manteiga, que eu pessoalmente não como). Também serviria iogurte natural (o que tinha lá não era servido na embalagem, mas pelo gosto creio que era industrializado, que pra mim é sempre muito doce).
Ah, e o chuveiro é ótimo, com aquecimento solar.
Bem, mas vamos às praias. 
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Ainda em João Pessoa está a Barra do Gramame (embora tenhamos ido para lá a partir de Tabatinga). Nesta praia, onde o mar encontra com o rio, quiosques rústicos de madeira cobertos de taipa (aquela palha), falésias e coqueiros completam o visual. Eu adoro mergulhar numa água doce (mesmo que seja marrom) fresquinha depois ou antes de um banho de mar. Dê uma caminhada pela praia, depois curta uma sombra e um coco na beira do rio e pronto! Eis uma manhã feliz.
O acesso a Gramame é antes da entrada de Jacumã e está sinalizado.
Logo depois vem a praia do Amor, famosa pelo arco da pedra furada. Dizem que o casal que passa ali embaixo fica junto para sempre! Não custa aproveitar para declarar suas intenções e amor ao parceiro 🙂 
O mar na praia do amor é calmo e lá tem biroscas simples pra quem quer comer ou beber. A idéia é relaxar mesmo. Me abriguei na sombra de uma árvore por lá, mas não fiquei muito porque estava com fome e não quis almoçar na praia.
Logo depois vem Jacumã, que além da praia tem também o centrinho da região. Essa praia é acessível por carro, a estrada passa quase na areia e lá fica bem cheio de gente e quiosques. Eu fugi dela! Não achei bonita e muito menos agradável, justamente pelo excesso de gente. Não é a minha onda… mas pode ser a de outras pessoas.
Em Jacumã você tem boas opções para comer. No Carpe-diem servem peixes, cabrito e outras opções. Super gostoso e com uma linda vista (da parte da praia de Jacumã que fica vazia!) e um ventinho delicioso. Batemos altos papos com a dona e ficamos sabendo que lá eles fazem alguns eventos nos fins-de-semana, para dar algum agito à região. Vale a pena conhecer.
Também em Jacumã, estávamos loucos para conhecer o Matsuri, recomendado pelo Cezar. O chef teve experiência longa no Japão e sua esposa é filipina, responsabilizando-se pelos quentes. A idéia de comer um japa na Paraíba pareceu divertida, mas infelizmente eles estavam de mudança (dentro da própria cidade) e não pudemos conhecer.
Outro local que experimentamos foi o restaurante da Kelly. Lá você tem sanduíches e petiscos honestos e a bom preço. Fica na rua ao lado da igreja. É um lugar super simples, mas bem família. Ao lado tem uma sorveteria onde você degusta o sorvete pernambucano Zeca’s por apenas um real a bola!! O de maracujá é uma delícia. Faltou experimentar o de tapioca.
Depois de Jacumã vem a praia de Carapibus, cujo principal atrativo são as piscinas naturais. A água lá é super quentinha e você pode ver peixinhos e carangueijos enquanto curte uma piscininha. Como fomos no fim-de-semana, a praia estava bem cheia, mas mesmo assim deu pra ficar num cantinho sossegado. Para quem gosta, lá também tem bar de praia. Em Carapibus existem muitas opções de pousada.
A próxima praia é Tabatinga, a mais próxima da nossa pousada. Essa praia é maravilhosa. Você pode caminhar a norte e chegar em Carapibus ou a sul em direção a Coqueirinho. É uma praia longa, com falésias, mangues, piscinas naturais, maceiós e uma parte de mar agitado também.
Se decidir caminhar por ela (até coqueirinho demora por volta de uma hora, uma hora e meia, dependendo do ponto onde você escolher parar), preste atenção para não ficar ilhado quando a maré subir. Nesse caso não precisa se desesperar, você pode pedir um taxi ou bugre em um dos quiosques de Coqueirinho ou Carapibus (em Tabatinga não tem nenhum, o que só a torna mais interessante, na minha opinião). Faça o passeio com calma, curtindo cada visual, parando para um mergulho no mar ou no maceió.
A próxima praia é Coqueirinho, conhecida como uma das mais bonitas do país. Sua paisagem é marcada por… coqueiros! No comecinho dela tem uma parte mais calma, boa pra banho e depois o mar fica mais agitado. Lá construiram uma espécie de “praça de alimentação”, com diferentes bares e uma estrutura com banheiro. É prático, mas preferimos continuar caminhando até chegar ao famoso restaurante Canyon de Coqueirinho, que fica justamente dentro de um Canyon. É um lugar todo estiloso, de frente pra praia, com chuveiro, banheiro e comida muito boa. Atenção, os preços são paulistas! o atendimento, obviamente, é paraibano: muito simpático, mas não muito profissional 🙂
Depois de almoçarmos, a chef e dona, Ana Luiza, nos ofereceu um bugre na faixa pra voltar pro hotel (a essa altura não tinha mais areia na praia!) e voltamos sentindo aquele ventinho no rosto maravilhoso! 
Ainda pegamos o carro e voltamos para João Pessoa para ir ao Mercado de Artesanato da Paraíba, onde tem muita coisa boa e barata. É tipo um centro comercial com três andares e diversas lojinhas/boxes. Vale muito a pena!
Mais tarde, comemos uma pizza deliciosa no restaurante As Tulipas, bem em frente da Bem-te-vi.
No último dia de passeio fomos conhecer a famosa Tambaba, onde uma parte é naturista e a outra não. Como era um sábado e ainda por cima feriado, a praia estava bem cheia! Nesse caso, nem pensei seriamente em conhecer a parte nudista, que dizem ser maravilhosa. Como lá só se entra pelado, não deu pra ver nem fotografar. A outra praia, menor, também é linda! Chegando lá, tem um mirante (acho que a praia que se vê é a ponta de Coqueirinho, ou talvez já seja Tambaba, não sei, pois as praias são continuação uma da outra e eu não sei em que ponto mudam de nome!
O visual dessa praia é incrível, com formações rochosas (a palavra “pedras” não traduz a beleza) espetaculares. Em dia de semana deve ser melhor ainda.
Ainda na Costa de Conde tem a Praia Bela, que é bem conhecida e polêmica: ouvimos dizer que é a melhor praia, mas outras pessoas disseram que não merece o nome que tem! Infelizmente não conhecemos para dar nosso veredito! Depois de Tambaba curtimos o fim de tarde na piscina do hotel e no dia seguinte já era hora de voltar.
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*Este post foi originalmente publicado no meu antigo blog, o Fui.

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