Um fim de semana em Malta

Uma das vantagens de se estar na Europa é conseguir voos super baratos pra, por exemplo, passar o fim de semana em um destino paradisíaco. E foi assim que escolhemos ir pra Malta há uns meses atrás, usando uma passagem mega barata da Ryan Air. Voos low cost tem lá seus perrengues, mas às vezes vale muito a pena.

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Malta é um pequeno arquipélago do Mediterrâneo, logo abaixo da Italia, formado por 3 ilhas habitadas: Malta, Gozo e Comino. Pertenceu à Inglaterra até 1964 e é conhecida por suas praias paradisíacas. Mas além das praias – que realmente são um espetáculo – ficamos encantados com a arquitetura e a história do país. A ilha já foi ocupada por diversos povos, desde os fenícios, passando pelos gregos, romanos e árabes muçulmanos. A influencia da cultura árabe está fortemente presente na arquitetura e também na língua – o maltês, uma variação do árabe. Além destes os espanhóis, italianos, franceses e mais recentemente os ingleses estiveram por lá. É muito curioso pensar como Malta atraiu tantos interesses durante muitos séculos.

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A arquitetura é bastante peculiar, com todas as construções no mesmo tom de bege, na cor exata das pedras do local, o que faz com que natureza e arquitetura se misturem na paisagem. A única cor diferente está presente em algumas portas e janelas, ora vermelhas, ora azul escuro ou verde. Além disso, as casas são marcadas por varandas fechadas, algumas com muxarabis, certamente uma influência do período de ocupação árabe.

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Agora vamos às informações práticas.

Como chegar

Existem duas formas de chegar à Malta: de avião ou de barco. Há voos saindo de diversas partes da Europa, operados por diferentes companias, inclusive low costs como a Ryan Air. O aeroporto é bem infra-estruturado e relativamente central. Costumamos pesquisar nossas passagens no Skyscanner ou Hopper.

De barco é possível pegar um ferry boat saindo da Sicília, na Itália. A viagem dura cerca de 2h e é operada pela empresa Virtu Ferries.

Quando ir

Como é um lugar com praias paradisíacas, eu diria que a melhor época é o final da primavera e o verão. Nós fomos no final de junho e estava ótimo. Calor, mas sem ser 40 graus, e apesar dos lugares estarem cheios, não estavam lotados a ponto de incomodar. O próprio anfitrião da casa que fomos disse que junho é a melhor época.

Julho e agosto são férias na Europa e o calor em Malta pode ser bem forte. Mas ainda sim é uma ótima época pra curtir as praias.

De qualquer forma se você for em outra época há muito pra se curtir. As paisagens são lindas, mesmo que a água esteja gelada demais pra entrar, e as cidades são lindíssimas pra passear também.

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Transporte em Malta

O melhor meio de transporte para conhecer Malta é o carro. Apesar do trânsito ser um tanto confuso e a direção ser em mão inglesa (!!!!), é rápido se deslocar dentro da ilha e relativamente fácil encontrar estacionamento. De carro fica mais fácil e rápido ir para as praias mais bonitas, apesar de muitas terem acesso por ônibus. Se for alugar um carro eu recomendo fortemente baixar um aplicativo de navegação offline ou alugar um GPS. Nós usamos o maps.me, que já é nosso queridinho nas viagens de carro, mas existe também o google offline e outros aplicativos bons. O maps.me nos serviu perfeitamente, com exceção de uma ou outra rua que estavam com o sentido indicado errado, mas que não prejudicou em nada os caminhos.

Nós alugamos o carro através da Auto Europe e pegamos e devolvemos no aeroporto. Foi super rápido e fácil. E além de tudo, por algum motivo que ainda não entendemos, a gasolina estava incluída na diária. Então foi super barato (48 euros pra 2 dias).

Há ônibus também por toda a cidade, inclusive para acesso à muitas praias, mas como não tive esta experiência não posso confirmar se é ou não uma boa. No fim desse post indico alguns blogs onde vocês podem encontrar mais informações sobre estas  outras questões.

Não há trens, trans ou metrôs em Malta.

Onde ficar

A ilha é relativamente pequena e fácil de se locomover, então eu diria que em qualquer lugar que você se hospedar vai chegar facilmente nos principais pontos.

Nós ficamos em Birkirkara, que é a maior cidade de Malta, em uma área bastante residencial e com comércio e transporte suficiente. Nosso apartamento do Airbnb por sinal é uma graça! Super recomendo. Uma casa antiga, mas toda reformada por dentro Nos sentimos vivendo a vida maltesa mesmo. E os anfitriões super atenciosos. O apartamento é esse aqui.

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Valletta é a capital, onde estão os principais restaurantes e é uma área bem agradável. Porém a circulação de carros é limitada, então não sei se se hospedar dentro de Valetta seja a melhor opção (a menos que você fique num hotel que tenha estacionamento).

As principais praias e o ferry que vai pra Gozo ficam no norte da ilha, ali há diversas vilas em que pode ser bacana se hospedar e há também muitos hotéis perto das praias.

Outro destino bem badalado é St Julian’s, que já foi uma vila de pescadores e hoje é uma cidade bastante agitada e com muitas opções de bares, restaurantes, etc. É o lugar preferido do pessoal que vai fazer intercâmbio, e por isso tem uma atmosfera bastante jovem. Fica perto de Valletta, mas não é uma cidade com praias muito boas.

As praias

Malta possui muitas praias de pedras, como é bastante comum em toda a região do Mediterrâeo. Então recomendo levar ou comprar lá aqueles sapatinhos que já mencionei no post sobre a Croácia.

Há também praias sem faixa de areia ou pedra, onde você mergulha direto como se fosse uma enorme piscina. O visual é sempre paradisíaco.

No entanto, há também boas opções de praias de areia. E nesta viagem demos prioridade pra estas praias de areia, por ser mais fácil com crianças.

A água é limpíssima e possui aquela tonalidade ora esverdeada ora azul escuro típica do mar mediterrâneo. E é gelada! Mas pra quem vem do Rio de Janeiro isso não é qualquer problema.

Há muitas praias com acesso através de escadarias ou pequenas trilhas, já que a maior parte da ilha é composta por enormes falésias e pequenas baías lá embaixo. Normalmente você tem que parar o carro no alto e descer a pé. Mas pelo menos nas que fomos era tudo muito bem organizado e seguro.

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O que Comer

De forma geral encontra-se de tudo. Há muitos peixes e frutos do mar, e todos os que experimentamos estavam deliciosos. Mas também vimos pratos de carne que pareciam interessantes e em todos os restaurantes que fomos havia opções de massas.

Normalmente tem uma opção pra crianças também. Nos restaurantes que fomos tinham os tradicionais nuggets ou peixe empanado com batata frita (que eu sinceramente não entendo porque é oferecido como prato infantil), mas também sempre tinha uma massa com molho de tomate ou um frango com legumes. Então de forma geral comemos super bem.

Nós não conseguimos experimentar o pastizzi, uma espécie de folheado típico de Malta, mas vimos várias pastizzerias espalhadas pela ilha que vendiam.

Os sorvetes também são ótimos. Há muitas gelaterias no estilo italiano, como a Amorino por exemplo.

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Quanto levar

Depois da Suécia achamos qualquer coisa barato. Hehe. Mas Malta não é um lugar caro. Eu diria que os preços são similares aos de Berlin. Claro que num restaurante chique na beira da praia tudo é bem caro, mas encontra-se opções boas e baratas de comida e hospedagem.

Nossos gastos foram (considerando 2 adultos e 1 criança pequena)

  • hospedagem: 65 euros por dia
  • aluguel de carro: 24 euros por dia
  • alimentação e outros gastos: 80 euros por dia

Como já expliquei em outros posts gostamos de viajar de forma econômica, mas nos cedemos alguns luxos, como alugar cadeiras e barraca de praia e não economizar na cerveja. Normalmente fazemos apenas uma refeição por dia em restaurante e as demais compramos coisas no mercado e cozinhamos. No caso de Malta, como passaríamos o dia todo na praia, optamos por levar sanduíches reforçados, biscoitos e frutas e deixamos para jantar bem na cidade.

Informações úteis

. Malta faz parte da União Européia e do Espaço Schengen;

. A moeda local é o euro;

. Há duas línguas oficiais: maltês e inglês;

. A direção é em mão-inglesa!!!! Pode ser bem confuso pra motoristas que não estão acostumados (pra gente foi);

. Número de emergência: 112 (como na maior parte da Europa)

No próximo post falarei sobre nossos passeios.

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Blogs que indico sobre Malta:

RêVivendo Viagens

Descubra o mundo

Bora pra Malta

Guia de Malta

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3 comentários em “Um fim de semana em Malta

    1. Oi Fernanda. Não precisa da permissão internacional pra dirigir não, assim como no restante da Europa, basta ter sua carteira brasileira válida. Sobre achar vaga, nós não fomos na altíssima temporada, fomos em junho, e foi bem tranquilo achar vaga sim. Mas eu imagino que em julho e agosto possa ser um problema, especialmente nas praias mais famosas. Em geral as vagas na rua não são pagas. Abs!

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