6 dias na Provence: cheiros, sabores e paisagens inesquecíveis

Os próximos posts serão do relato de uma viagem que fizemos em 2011 de mochilão pela Europa. Ainda não tínhamos filhos, então foi uma viagem a dois. O relato completo da viagem está no meu antigo blog. Eu atualizei algumas informações aqui, mas posso ter deixado passar alguma coisa. Então se alguma coisa não estiver marcada com atualização (vai estar bem claro no post), vale dar uma conferida se a atração ainda funciona, etc. No mais, acho que tem muitas dicas legais. A Provence foi uma das nossas regiões preferidas nessa viagem e acho que funciona muito bem tanto para uma viagem em casal, quanto em família. Então vamos lá!

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Ficamos 6 dias na Provence e nestes dias conhecemos as seguintes cidades: Aix-en-Provence, Ventabren, Les-Baux-de-Provence, Nimes, St Remy, Marseille e Cassis. Fizemos base em Ventabren porque ficamos na casa de um amigo, mas Aix é um excelente lugar para fazer base também. Sugiro escolher uma base central e dali partir para as cidadezinhas, em 1h30, 2h de carro se vai para a maior parte das cidades bacanas da Provence.

Dia 1: Viagem de Barcelona à Ventabren

A viagem de trem de Barcelona à Montpellier é linda. Especialmente no trecho após Figueres. A paisagem mudando, a costa surgindo. Em alguns momentos o trem parece passar por dentro do mar.

Chegando em Montpellier fomos pegar o carro que havíamos alugado pelo internet do Brasil na Europcar. O carro mais popular deles era o Fiat 500, que logo apelidamos de mini-carro. Uma fofura. E como nos provaram Dustin Hoffman x Cigano Igor, tamanho não é documento. Realmente o carro é bom demais. E o melhor, a diesel. Rodamos e rodamos e gastamos menos de 80 euros de combustível depois de 6 dias e muitos km. (Aqui vale a pena atualizar os preços. O valor médio do combustível na França é de 1,35 euros por litro segundo o excelente site do Michelin)

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Demos uma passeada de carro mesmo por Montpellier e seguimos de mini-carro em direção a Aix-en-Provence, onde encontraríamos um amigo que nos hospedou em sua casa no lindo vilarejo de Ventabren, a cerca de 30min de Aix. No caminho para Aix paramos em Arles, uma cidade medieval que possui um anfiteatro e um centrinho bonitinho, mas não nos apaixonamos por Arles não.

Seguimos viagem até Aix por uma estrada principal bem sinalizada e excelente. Chegando lá, passeamos pelo centro antigo sem compromisso e ficamos imediatamente encantados com a beleza do lugar. Estava entardecendo e a luz alaranjada do sol iluminando as construções em tons terrosos era simplesmente inacreditável.

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Comemos um sanduíche maravilhoso por 3 euros. Na verdade era apenas um pão com queijo, presunto e salada, mas isso na França é bom demais. Eles tem o melhor pão, com o melhor queijo, o melhor presunto … e a cada 10 passos vc encontra uma boulangerie – que é a padaria deles. Tomamos um café e esperamos o Philippe.

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Chegamos em Ventabren à noite, mas a cidade já parecia mágica. É uma das cidades mais antigas da região, mas parece não ter sido muito descoberta pelos turistas. Praticamente só tem casas e quase nenhum comércio. As casas são todas de pedra e lindas demais. Na maioria das casas da Provence, há flores nas janelas o que torna as ruas extremamente charmosas. Ventabren é linda demais e vale o passeio. Fica pertinho de Aix e tem um castelo no alto. A cidade fica numa montanha e a vista da região é espetacular. O Philippe nos explicou que esta montanha era inspiração do Cézanne, que viveu naquela região da Provence.

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Dia 2: Aix-en-Provence

No segundo dia acordamos cedo, demos uma andada por Ventabren, que era ainda mais mágica durante o dia, e fomos para Aix por recomendação do Philippe, já que era uma terça-feira e neste dia há uma grande feira na cidade (as feiras acontecem às terças, quintas e Sábados em Aix). Na verdade são diversas feiras temáticas espalhadas pelas praças do centro antigo. No caminho para Aix passamos por um aqueduto maravilhoso na descida de Ventabren. Segundo o Philippe, este é o maior aqueduto da região (maior que a Pont Du Gard) e ainda funciona.

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Aix é uma cidade bem pequena e pode-se percorrer todo o centro facilmente a pé. Fomos de feira em feira e aos poucos íamos descobrindo a cidade. O que mais me impressionou foram os aromas. Na feira de comidas, há os fortes e deliciosos cheiros dos temperos, depois na feira das flores o inconfundível cheiro da lavanda e por aí vai. Também há uma feira de roupas e objetos, que me pareceu uma espécie de brechó, algumas coisas usadas por preços muito bons. Mas o que realmente vale a pena são os temperos, queijos e as comidas.

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A cidade estava bem cheia. Muitos turistas, muitos locais e estudantes de universidade. Vimos o lugar onde os estudantes estavam almoçando e decidimos almoçar por lá. Era uma espécie de fast food francesa, você pode pedir uma salada combinada, onde você escolhe os ingredientes e eles montam na hora, sanduíches ou massa. Pedimos uma massa a carbonara e estava ótimo. Cada prato custou 5 euros.

Passeamos mais, passando na frente da linda Catedral, do Palais de Justice e outros tantos monumentos históricos. Mas o melhor mesmo é simplesmente passear pela cidade, tomar um café, comer um pan au chocolat …

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De noite fomos jantar num restaurante marroquino que simplesmente amamos. O Philippe que levou a gente e não parece ser muito conhecido dos turistas. O La Médina de Fès fica no centro histórico de Aix, mas numa ruazinha escondida. Mesmo não sendo muito conhecido, na alta temporada talvez seja melhor reservar, porque ele é bem pequeno. Pedimos o menu (que é uma refeição completa com entrada, prato principal e sobremesa) que custou 22 euros para cada. Se quiser pode pedir só o prato principal, mas queríamos experimentar de tudo. De entrada uma salada maravilhosa com uma espécie de antipasto de beringela e pimentão, folhas, tomate e um molho delicioso. Para o prato principal pedimos tajine (que é uma forma de cozinhar a carne em um prato especial que tem uma tampa em forma de cone e que deixa a carne super macia) de cordeiro para mim e de frango pro Renato. A carne vem com um molho delicioso e acompanha cuscuz marroquino. De sobremesa pedi a pastilla, que parece um crepe super fino e crocante com um creme doce a base de leite e recheio de amêndoas. Maravilhoso! Para beber pedimos um vinho marroquino que também estava divino.

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