Provence: as incríveis Les-Baux e Pont du Gard

Continuação do post sobre nossa viagem à Provence em 2011. As atualizações estão em vinho no texto. Se quiser ver o primeiro post clique aqui.

Dia 3: Nîmes, Pont du Gard e Avignon

Mesmo tendo ouvido falar que tudo começa depois das 10hs na Provence, tínhamos que acordar cedo porque a viagem para Nîmes durava cerca de 1h e como estávamos sem GPS sempre nos perdíamos um pouco. Se perder nesse tipo de viagem pode ser bom, porque descobrimos estradinhas maravilhosas e passamos por cidadezinhas que não conheceríamos pela highway. Mas se você tiver pouco tempo é melhor alugar um GPS (ou usar o app maps.me), porque por mais que as estradas sejam bem sinalizadas aqui na França, turista sempre acaba se perdendo.

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Chegando em Nîmes paramos o carro na Av Jean Jaures e começamos nosso passeio pelos Jardins de La Fontaine, onde tem um antigo templo da Deusa Diana, construído pelos romanos a cerca de 2 mil anos atrás. No alto do jardim estão as ruínas da Tour Magne, que já fizeram parte das muralhas originais e hoje garantem uma vista bem bonita da cidade. De lá fomos andando pelo Quai de La Fontaine, em direção ao Museu de arte contemporênea Carré d’Art, projetado pelo Norman Foster e que fica em frente à Maison Carré, um templo romano e tão antigo quanto o de Diana. De lá fomos ao anfiteatro, que é aberto à visitação e possui um museu bem interessante dentro. Não é lá um coliseu, mas é legal. Nîmes é bem bonitinha e tem esses lugares legais pra visitar, mas sinceramente não foi meu lugar preferido. Acho que valeria mais a pena ter conhecido o Lourmarin ou Gordes, mas estes ficam pra uma próxima viagem.

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Depois de Nîmes a próxima parada era Pont Du Gard, um antigo aqueduto romano. Chegamos e o sol já estava quase se pondo e o frio estava apertando. Corremos e conseguimos ver tudo antes de escurecer. A Pont fica dentro de um parque maravilhoso. Você não paga pra entrar, mas paga 15 euros para estacionar (ATUALIZAÇÃO: 18 euros para carro com até 5 pessoas). O lugar é muito lindo. Imperdível! Muitas pessoas vão para correr, andar de bicicleta, passear com o cachorro. No verão acredito que devam fazer piquiniques e caminhadas porque o parque é realmente bem bonito e como tudo na França é mega limpo, organizado, seguro e com infra-estrutura. A Ponte é maravilhosa, um escândalo. Fica sobre um rio e tanto a paisagem como a construção são de tirar o fôlego.

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Quando saímos de lá já estava escurecendo e passamos por Avignon de carro mesmo, só para dar uma olhada porque não queríamos voltar muito tarde. O centro antigo de Avignon é murado e a cidade é linda. Sua posição também é bem central, então acho que é um melhor ponto para se hospedar do que Aix. Ficamos só com o gostinho de quero mais, para voltarmos em uma outra viagem.

Dia 4: Saint Remix e Les-Baux

A viagem de Ventabren a Saint Remy leva no máximo 1 hora. A cidadezinha é um charme. Também possui um centro histórico com vielas estreitas e edifícios com varandinhas lindas cheias de flores, mas possui a vantagem de ser bem menos lotado do que Aix. Ali viveu Van Gogh e a paisagem serviu de inspiração para vários quadros. A cidade estava relativamente vazia e ali acho que deu pra sentir o verdadeira clima provençal. Pressa e estresse não fazem parte deste estilo de vida. Vários cafés bonitinhos, lojas de doces lindos, produtos feitios com lavanda, todo o tipo de produtos feitos a base de azeite (desde sabonete a maravilhosos azeites). Comemos o famoso calisson, que é uma espécie de marzipan feito com amêndoas. Confesso que esperava mais. É gostoso, mas nada demais.

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Depois a próxima parada foi Les-Baux-de-Provence … o que dizer deste lugar? Simplesmente foi o lugar mais incrível que eu já fui. É uma cidade encravada em uma montanha onde todas as casas são de pedra e no alto possui um castelo medieval semi-destruído que parece ter sido esculpido na própria pedra. Fica difícil distinguir onde começa a construção e onde termina a pedra natural. O único problema é que neste dia havia o famoso vento mistral e estava bem frio e desconfortável ficar lá em cima. O dia estava lindo, mas o vento parecia que ia carregar a gente embora. Mas imagino que sem o mistral dê pra passar um dia inteiro só passeando pelas vielas, conhecendo cada canto do castelo e imaginando como viviam as pessoas ali séculos atrás. A bateria da nossa câmera infelizmente acabou, por isso as fotos de Les-Baux foram retiradas da internet.

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Esta foi a única foto que conseguimos tirar antes de acabar a bateria 😦

Almoçamos no Café des Baux e a comida estava maravilhosa. Os garçons não são lá muito simpáticos. Não falam inglês e nem nenhum esforço pra te explicar a comida, então escolhemos o menu que queríamos sem ter muita certeza do que viria. Mas no final das contas estava tudo maravilhoso. Nós pedimos dois formules, um com entrada e outro com sobremesa. Aliás, isso foi uma coisa que descobrimos que dá muito certo. Na França, os formules midis, diferente dos menus, vem com entrada e prato principal ou prato principal e sobremesa. Como as entradas e sobremesas em geral vem muito bem servidas e o prato principal também, a gente pedia um de cada e dividíamos a entrada e a sobremesa. Acho que eles pensaram que a gente era meio muquirana lá no des Baux, mas tudo bem. De entrada dividimos uma salada maravilhosa, que tinha uma espécie de crepe de queijo que estava divino. O Renato pediu um prato de carne que vinha com batata rostie e eu pedi um peixe com um arroz diferente. Ambos estavam muito bons. De sobremesa, um doce de chocolate que parecia uma mousse com chantilly e castanhas – foi a melhor parte do almoço.

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Logo abaixo de Les-Baux está a Cathedral de Image, que é uma antiga caverna onde são projetadas diversas imagens de pintores famosos como Van Gogh, Cézanne, etc. Infelizmente ela está fechada para reformas até Marco de 2012, então não pudemos entrar.

 

 

 

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